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O show da minha vida!

 

Primeira parte:

 

1. In the Flesh
2. Mother
3. Set the Controls for the Heart of the Sun
4. Shine On You Crazy Diamond (Parts I - V) (abridged)
5. Have a Cigar
6. Wish You Were Here
7. Southampton Dock
8. The Fletcher Memorial Home
9. Perfect Sense, Parts 1 and 2
10. Leaving Beirut
11. Sheep

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Segunda parte: The Dark Side of the Moon

 

1. Speak to Me
2. Breathe
3. On the Run
4. Time
5. Breathe (Reprise)
6. The Great Gig in the Sky
7. Money
8. Us and Them
9. Any Colour You Like
10. Brain Damage
11. Eclipse

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Terceira parte:

 

1. The Happiest Days of Our Lives
2. Another Brick in the Wall, Part II
3. Vera
4. Bring the Boys Back Home
5. Comfortably Numb

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Não tenho palavras para explicar.

Quem conhece e gosta sabe que este set-list tem vida própria.

Waters utilizou a mesma mega-produção de sua turnê In the Flesh de 2002, porém desta vez não foram meras projeções semi-estáticas em um enorme painel, mas literalmente uma astronômica tela de alta resolução, aliada a grandes adereços físicos, tais como uma mão gigante, que regulava uma estação de rádio, tomava uísque (uma garrafa esvaziava-se antes do começo do show) fumava um cigarro, etc.

Outro exemplo neste sentido é o astronauta da foto acima. O boneco interagiu tão bem com o ambiente que não podíamos ter certeza sobre nada que víamos.

Sem dúvida foi o maior “cinema” que já vi. Sem falar nos fogos e no porco gigante desenhado pelo mesmo estilista do projeto The Wall, utilizado também na turnê do Animals pelo Pink Floyd.

Além disso, o publico foi beneficiado por um sistema quadrifônico de som, o mesmo utilizado pelo Pink Floyd na turnê de mesmo nome. Haviam torres de som levantadas por guintastes ao redor da Apoteose, criando um ambiente surrealístico 4D (isso mesmo) para meus ouvidos.

A sensação de se assistir a um show de Roger Waters é quase a mesma de se ouvir um álbum com fones de ouvido. Além de utilizar a tecnologia multi-canal (Dolbi 7.1) a equipe de produção sincronizou os canais monaurais de som distintos (esquerdo e direito) provocando a sensação de que tudo estava sendo feito na altura dos ouvidos.

Um exemplo perfeito disto é o Virtual Barbershop. Para usufruir disto, você tem que ter um sistema de Home Theatre no computador, como isto não é possível para a maioria dos pobres mortais como eu, pode usar um fone de ouvido que fica bem legal. Nas caixinhas normais você ficará sem entender o que tentei explicar.

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